Publicado por: Zach | fevereiro 9, 2010

Vicio Frenético – Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans

Mostrando-se como uma refilmagem de um longa comandado por Abel Ferrara de 1992 (que não assisti), este filme retrata a vida de um policial que como o próprio nome já diz vive a vida freneticamente. Em que suas ações nem sempre condizem com o grau de respeito que o policial atingiu dentro de sua corporação.

O filme começa poucas horas após o desastre que o furacão Katrina provocou em Nova Orleans, na qual somos jogados repentinamente dentro de uma historia que já está acontecendo e temos que acompanha-lá sem ter necessariamente um ponto de inicio. Dentro dessa premissa, vemos um policial se atirando n’água, que pelo visto não era das mais limpas para salvar um preso, logo depois em nova cena o mesmo é recém-promovido a tenente. Um caso de chacina toma sua atenção, seis meses depois da passagem do furacão: uma família de imigrantes senegaleses foi assassinada, e suspeita-se de envolvimento dos traficantes de droga da vizinhança. Enquanto a investigação se desenrola, Terence tem seus próprios problemas para resolver. Pra começar: dívidas de apostas, dores nas costas, abuso de drogas e um pai que está querendo parar de beber.

Com essa sequência inicial, vemos no decorrer do longa as ações que o detetive Terence McDonagh vivido magistralmente e com sua intensidade habitual que Nicholas Cage impõe ao personagem. Ele nos passa essa certeza, que a cada hora que longa avança, o quão degradante tem se tornado a vida desse homem, que nos transmite ser um homem bom, mas que devido à circunstancias as quais está mergulhado tem um declínio extremo de moral. Seu personagem namora uma prostituta, faz uso de drogas para se manter no controle.

Um personagem profundamente complexo e que só poderia ter sido interpretado por um ator que entende de excentricidade tal como Nicholas Cage; é curioso perceber como o mesmo se comporta, a medida que as dores nas suas costas aumentam, sempre andando de um jeito estranho como se estivesse com os ombros suspensos e o pescoço pra baixo, como se carregasse um fardo sobre suas costas; e ao passo que o  seu vicio em drogas se desenvolve tendo atitudes ou tiques que em outro ator se tornaria motivo de riso, não que nesse filme não seja, mas devido a sua interpretação vemos a situação pelo qual esse home se encontra. Em dada cena quando vemos o mesmo pronunciar “O Bagulho ta doido!”, percebemos o quanto está perturbada a mente desse homem, que realmente não tem noção do que está se passando.

Outro ponto a se comentar é o restante do elenco, que mesmo aparecendo poucas vezes na tela nos passa a sensação de desgaste que os mesmos estão; vivendo numa cidade destruída tendo se reestruturar, que nos é mostrado numa metáfora na qual a personagem de Eva Mendes vai para uma clinica de recuperação para encontrar um recomeço para sua vida.  Val Kilmer (considero que o mesmo seja um ator subestimado pela critica) aparece sendo o parceiro de nosso anti herói sendo um policial que se mostra muito mais instável e com uma índole muito mais cruel a do nosso protagonista. Michael Shannon se mostra muito competente como um policial decadente a anos.

É curioso notar, por exemplo, pontos precisos para realizar escaladas no delírio do protagonista – e a maneira com que ele decide fazê-lo, enfocando iguanas em planos fechadíssimos que, rodados com a câmera na mão e em 16mm, cria uma atmosfera de estranhamento que cumpre perfeitamente este propósito.

Depois de tudo ser dito do filme, nada disso teria surtido esse efeito se não fosse o diretor Werner Herzog, que desde o inicio de sua careira, que sabe trabalhar e lidar com atores excêntricos (vide suas obras com Klaus Kinsky), fez com que Nicholas Cage tivesse sua melhor atuação dos últimos anos, mostrando um belíssimo trabalho desse ator que se subestima com papeis inexpressivos. E se achamos que o filme é simplesmente uma viagem sem volta  ao mundo das drogas, Herzog nos brinda com um final que subverte todos os filmes sobre drogas e que dá margem a muitas reflexões, como uma escolha não muito obvia para para seu final. Não é o seu melhor filme mas entra como um dos bons filmes do ano que se passou

Nota : 8,0

Publicado por: Zach | fevereiro 3, 2010

Sherlock Holmes

Como leitor assíduo das mídias de informação sobre o cinema, foi com muita atenção e simpatia que logo após a conclusão do filme Rocknrolla, o diretor Guy Ritchie, informou que seu novo filme seria sobre o detetive mais famoso e mais conhecido no mundo: Sherlock Holmes, o que me deixou de certo modo esperançoso, mas ao mesmo tempo apreensivo. Em seu debut no cinema ele se mostrou um diretor bastante promissor, com Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes, com sua narrativa acelerada, cortes rápidos, diálogos interessantes e o melhor de tudo um filme sobre gangster com o habitual humor inglês. Saiu-se novamente bem sucedido no seu segundo filme, Snatch, Porcos e Diamantes, desta vez com Brad Pitt na linha de frente em mais um filme que remetia ao submundo criado no primeiro filme.

Dando continuidade a sua carreira, Guy não conseguiu se mostrar mais tão promissor quanto sua estréia. Bastou o tempo e alguns tropeços para o mesmo lançar mais um filme de gângster (Rocknrolla) e dar um novo ânimo em sua carreira. Muitos disseram que seu casamento com a Mega Pop Star Madonna tinha acabado com sua criatividade, sendo isso o fator primordial para sua queda produtiva.

Era necessário toda essa explicação para chegar no filme em questão, devido a esses percalços em sua filmografia, estive temeroso quanto ao produto que viria a ser lançado. Pois bem com o anuncio de Robert Downey Jr. como protagonista podíamos esperar que um trabalho de qualidade nos seria apresentado e a medida que foram sendo anunciados o restante do elenco tinha-se mais motivos pra comemorar, Jude Law como Dr. Watson, era a cereja do bolo já que o personagem principal era um ator não inglês, sabíamos que poderia ter um certo tipo de criticas a produção por isso como houve recentemente em Constantine.

Depois de todo esse imbróglio vamos ao filme em questão, que começa com o último caso que Holmes e Watson têm que desvendar, um homem chamado Lorde Blackwood (Mark Strong) foi apanhado pelo detetive e a Scotland Yard, prestes a cometer um crime – o sacrifício de uma garota em um ritual de magia negra. Com sua condenação à morte, finalmente a assustada Londres pode respirar aliviada… até que Blackwood ressuscita, com um plano ainda mais maligno. Enquanto isso, Holmes tem que lidar com uma antiga rival, Irene Adler (Rachel McAdams), que também surge sem aviso. Em paralelo a isso, o seu ajudante e fiel parceiro, está prestes a se casar e deixar de lado a vida de aventuras investigativas.

O que todos se perguntam é como o novo Holmes iria aparecer na pele de um ator americano baixo, de estrutura corpórea forte, muito diferente do que a maioria das pessoas conhece, e subvertendo o que todos conheciam. O que a maioria das pessoas não sabia é que Holmes era um excelente boxeador, esgrimista, violinista e altamente inteligente.

Com única exceção a arte da esgrima, todas as outras qualidades são colocadas a mostra, sendo a que mais me chamou a atenção foi a sua velocidade de raciocínio, principalmente no que se tratava de lutas, pela percepção dos pontos fracos dos seus oponentes, tudo isto visualizados em câmera lenta.

Mais uma vez Downey Jr. se mostra a escolha acertada para o papel; com um sotaque britânico inconfundível ele nos brinda com uma interpretação perfeita, ora arrogante de sua inteligência acima da média, ora generosa, admirando as conclusões tiradas pelo seu parceiro. Com interpretações precisas os dois atores mostram um química perfeita em tela, quase que um bromance, fazendo com que acreditemos na sua amizade no passar dos tempos, em contrapartida os atores secundários nos brindam com interpretações mornas sem chamar muito a atenção dentro do longa.

Com o término da projeção percebemos que é evidente a necessidade do filme de criar-se uma franquia, coisa tão comum e freqüente no cinema de hoje em dia, dando um mote sobre a existência do Professor Moriarty, o maior rival do famoso detetive, acredito que pode vir filmes melhores pela frente, mas como inicio de franquia é diversão garantida.

Nota: 7,5

Publicado por: Zach | dezembro 23, 2009

Avatar

Passados 12 anos desde a ultima incursão no cinema de James Cameron; muitas coisas me vêm à cabeça desde o lançamento daquele que foi o filme de maior bilheteria da historia do cinema, muitos torceram o nariz e afirmaram com veemência que o filme seria um fiasco sem tamanho, o filme mais caro da história a ser produzido iria afundar como o navio de mesmo nome levando junto consigo a carreira de seu diretor, mas tudo isso foi revertido quando em sua estréia, o filme deu uma prévia do que estava por vir.

Sucesso de público e boas criticas alavancaram ao filme a premiação máxima no Oscar sendo vencedor em 11 categorias inclusive de Filme e diretor (particularmente não gostei do filme por se tratar de uma historia de amor comum em que o navio era utilizado meramente como pano de fundo, mas que tem seus pontos positivos por ter um roteiro enxuto e que prendia o expectador na poltrona do cinema). Depois desse espaço de tempo a sensação que se tinha a respeito de seu novo projeto era o mesmo a estréia de Titanic que poderia ser um fiasco. A cada noticia que nos chegava da mídia especializada a mesma nos deixava apreensivos. Muito se divulgou que o filme seria uma revolução na maneira de como se fazer e de presenciar o cinema, seria a nova revolução, tal como a mudança dos filmes mudos para os filmes com som assim como dos pretos e brancos para os coloridos.

Toda essa introdução era necessário para explicar toda mística que foi criada em torno do novo filme de Jim Cameron. Trazendo uma narrativa que combina seqüências filmadas em sets com outras geradas completamente por computadores o filme narra a historia do ex fuzileiro naval Jake Sully (Sam Worthington) que se alista num projeto do governo americano com a missão de substituir o irmão gêmeo falecido, na intenção de colonizar o Planeta Pandora, localizado na galáxia Alfa Centauro, como o ar respirado no planeta é impróprio para os humanos, são criados Avatares híbridos com DNA alienígena e humano onde por um processo que sua consciencia passa para o seu Avatar correspondente.

Aparentemente uma historia comum, se quem estivesse por trás das câmeras não fosse um grande diretor, ele é concebido como uma espécie de Dança com Lobos, futurista em que faz varias referencias a outros filmes, tais como Matrix, A Missão e pela atitude dos habitantes do planeta Pandora, me lembrou muito O Último dos Moicanos, principalmente em suas vestimentas e cortes de cabelo.

No desdobrar do enredo percebemos que nosso personagem principal começa a se identificar com o povo chamado aqui de Na’Vi e acaba se apaixonando pelos costumes e principalmente por uma alien de nome Neityri(Zoe Saldanha), onde Jake vai de encontro com o líder da missão o coronel Quaritch (Stephen Lang).

Com uma direção precisa Cameron detalha cada trecho de Pandora e nos faz acreditar que aquilo realmente existe e tem vida e que não foi invenção de sua mente (ele desenvolveu toda a vegetação do Planeta baseado em documentários que o mesmo fez no fundo do mar nesse tempo afastado dos cinemas), as cenas noturnas são incríveis mostrando animais e plantas que brilham no escuro, plantas que acendem uma luz a medida que se pisa e tantas outras coisas que perderia horas e horas a falar.

Mas nada disso seria possível se a interatividade dos habitantes do planeta com sua fauna e flora fosse tão crível aos olhos do espectador, onde se consegue entender o porque daquela ligação entre os três.

O filme também levanta uma critica ferrenha ao governo americano, com sua política de dominação, que não poupa civilizações: com suas culturas, credos e muito menos seus costumes em prol de algo que seja em beneficio próprio. Ele nos deixa essa questão para ser refletida, pensada, discutida e por vezes por que não dizer seguida, os motivos que levam os humanos da terra para o planeta lembrou-me muito os colonizadores europeus com sua política de extração e dominação, e mais recentemente os EUA que em busca de petróleo levantou e levanta uma verdadeira empreitada contra os países do Oriente Médio (fui longe) para satisfazer suas necessidades.

Mas a ultima questão a ser levantada é sobre a revolução a qual James Cameron se propôs a nos apresentar. Confesso que esperava mais do que nos foi apresentado, mas é absurdamente superior a outras tecnologias de captura de movimento, que os movimentos são perfeitos e complexos, a interação dos humanos com fauna, flora e aliens é fantástica vide a qualidade, em momento algum percebemos o que é gerado por computador e o que é cenário, nada disso seria possível se as atuações não fossem no mínimo perfeitas, Zoe Saldanha com uma atuação perfeita, encanta com seus movimento graciosos e temos a sensação que ela realmente existe. E se o ator Andy Serkis interpretando Gollum, em Senhor dos Anéis, mereceria uma indicação pela sua interpretação, não me admira que ela seja indicada como atriz coadjuvante. Com tudo que já se foi falado duas coisas me chamaram a atenção a primeira foram os olhos que nunca em filmes com captura tinham vida, enquanto nesses eles não somente quebram essa barreira assim como percebe-se em varias vezes na produção a dilatação dos mesmos.

James Cameron nos brinda com um ótimo filme, em que ele mistura vários estilos, sejam Sci Fi, filmes de conquista, a espera realmente foi gratificante, e esperemos que ele não demore tanto tempo para nos brindar com outra obra prima.

Nota: 10,00 8,00

Publicado por: Zach | dezembro 22, 2009

Bastardos Inglórios

Quase 5 anos se passaram desde que o diretor e roteirista mais criativo dos anos 90 Quentin Tarantino, lançou seu último filme Kill Bill, (Á prova de morte não conta por se tratar de uma parceria com um de seus colaboradores mais freqüentes), muito se especulava sobre o que seria tratado no seu próximo filme.

Quando os veículos de informação noticiaram que seu próximo longa seria sobre um grupo de soldados na segunda guerra mundial, muitos torceram o nariz, pois achavam que todas as boas historias sobre a guerra já tivessem sido contadas. Como fã assumido de Tarantino esperava ansiosamente sobre sua nova obra prima, e cada noticia que chegava aos meus olhos e ouvidos, mais expectativa era criada pelo produto que seria apresentado.

Considerado como o roteiro que Tarantino não conseguia terminar o diretor anunciou no penúltimo festival de cinema de Cannes que seu filme seria lançado no mesmo festival no ano seguinte. E foi justamente isso que aconteceu, o filme foi lançado em Cannes desse ano.

Considerando, que todas as boas historias sobre o tema proposto acima já foram contadas, Tarantino usa um fato histórico com personagens históricos (Hitler e Goebbels) para montar seu filme em um universo paralelo onde sua cabeça é quem determina os rumos tomados naquele evento.

Com atuações mais que precisas de seus personagens, o diretor amarra uma historia envolvendo duas histórias que se encontraram no desfecho final.

A primeira fala de uma judia, Shosanna (Mélanie Laurent) que é obrigada a fugir, depois que a mesma assiste a execução de sua família pelo coronel Hans Landa (Christoph Waltz) (que é um achado), e foge para uma cidade francesa onde ela muda de identidade, e se torna dona de um cinema. A segunda narra o cotidiano de um grupo de soldados americanos chamados Bastardos Inglórios liderados pelo tenente Aldo Raine (Bradd Pitt) (mais caricato impossível), que tem como única obrigação assassinar soldados alemães.

A premissa acima não revela grandes coisas ou grandes informações, pois só assistindo o filme para entender todas as referências que Tarantino se propõe a misturar. Desde a música inicial aos diálogos, e ao final assustador o filme nos mostra uma homenagem ao cinema como arte, a abertura do filme que nos lembra o inicio dos filmes faroeste de Sérgio Leone, a escolha de Enio Morricone para a trilha sonora, o sotaque de Brad Pitt a la Marlon Brando, o nome do filme, a historia de guerra, tudo toma grandes proporções mas sem nunca perder seu ritmo, e acima de tudo, sendo um filme de Tarantino.

Confesso que algumas coisas me chamaram a atenção, a primeira delas a falta de um ator que estivesse com sua carreira perdida e que apareceu como forma de reencontrar o rumo do seu trabalho, vide alguns de seus filmes anteriores (John Travolta, Uma Thurman, David Carradine). Segundo o filme é narrado em três línguas diferentes, muita coragem de sua parte por utilizar dessa maneira, fazendo com isso a meu ver, uma certa crítica ao cinema americano em que todas as suas produções são rodadas em sua língua natal, independente do local onde o fato se desenvolve. A escolha de um ator consagrado e de nome para encabeçar seu elenco e a maior de todas elas o coronel Hans Landa, o caçador de judeus, que com uma atuação destruidora ofuscava todos os outros atores em cena, roubando todos os olhares para si (vide a maneira como ele se mostra um gentleman mas mostrando a sua verdadeira face cruel).

Uma cena me chamou bastante atenção, uma característica de Tarantino é a da elevação da tensão que seus espectadores se acostumaram, a cena o restaurante em que tudo começa com uma simples bebedeira e que tem um desfecho altamente brutal, vide a violência retratada; sendo a melhor cena do longa com seus closes nos rostos dos personagens e na tensão que os mesmos vão sendo submetidos.

Contudo fica a ressalva, ame ou odeie, esse não é um filme que os críticos mais ferrenhos de suas produções iram gostar, pois todos os elementos do cineasta estão lá, violência gráfica, bons e longos diálogos, divisão do filme em capítulos entre outras coisas das quais passaria o resto do dia a escrever.

NOTA: 9,0

Publicado por: Zach | outubro 20, 2009

Akira

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Quando comecei a escrever matérias neste blog queria ter uma abordagem minha, completamente diferente sobre temas e assuntos dos quais eu gostava.  Com essa proposta comecei colocando algumas matérias sobre cinema, cultura pop, contra-cultura, música entre outras.

Lendo uma matéria em um blog de um amigo meu, ele tinha escrito uma crítica sobre um longa de animação (na verdade um filme).

Sendo uma de minhas paixões também, os desenhos sempre me fascinaram, pois era a única mídia que tinha a possibilidade de ter reais interpretações de seus personagens sendo elas em alguns casos quase humanas. Entrei em toda essa apresentação para citar um filme que considero quase perfeito devido a sua historia, as referências as quais ele presta, e outras coisas que serão explanadas com o passar do texto.

Pois bem, o filme que me refiro Akira, a obra prima de Katsuhiro Otomo, um filme que faz claras referências ao universo Cyberpunk.

A história desenrola-se em Neo-Toquio, uma cidade do Japão que é reconstruída (sobre o que é hoje a Baía de Tóquio) depois de ter sido destruída na III Guerra Mundial. Com o passar do tempo constatamos que a III Guerra Mundial foi (supostamente) iniciada pelo crescimento incontrolável de poderes sobrenaturais de uma criança chamada Akira, que foi registrado num programa governamental secreto de pesquisa. No tempo real do enredo, 30 anos depois da III Guerra Mundial, uma gangue de motoqueiros liderados por Kaneda é envolvido numa luta com a gangue rival, quando o membro mais novo do gangue de Kaneda, Tetsuo, colide numa auto-estrada com uma criança misteriosa que havia escapado do programa de investigação psíquica secreta do governo. Tetsuo é depois levado pelos responsáveis deste programa governamental juntamente com a criança, e são sujeito às mais diversas experiências. O incidente com a criança misteriosa bem como os testes realizados acordaram os poderes latentes de Tetsuo, com desastrosas conseqüências tanto a nível pessoal, bem como conflitos interpessoais com os seus amigos, e a nível mais amplo, uma vez que Neo-Tóquio é novamente ameaçada por outro incidente. (Retirado do Wikipédia)

Inicialmente Akira foi concebido com a idéia de uma revista pelo seu criador que foi posta em circulação. Conforme sua historia fosse escrita, e visto seu potencial cinematográfico teve-se o interesse de levá-lo ao cinema, o que fez que o processo de criação da revista fosse ficado de lado (para mais tarde ser retomado) em prol de outra mídia, e que exigia um trabalho maior de seu criador, e sua equipe criativa. Seguindo a mesma premissa com algumas diferenças para se adequar ao novo formato, foi realizado um trabalho impecável da equipe de desenhos, que fizessem que todos os movimentos e feições do rosto tal como a fala, respiração, piscar de olhos, fosse perfeitamente interpretados pelos personagens, as vozes e fisionomias eram perfeitas, criando para a época uma coisa nunca antes pensada devido a tal o apuro técnico.

Mas e a historia funciona? Sim, os japoneses que sempre foram um povo preocupado com as questões nucleares nos brindam com uma visão da juventude, sem expectativa de vida, que se unem e se transformam em gangues como forma de sobreviver em um local de extrema hostilidade, a visão que se tem do futuro da civilização nos remetem a muitos filmes em que o futuro é imerso no caos, o mais próximo Blade Runner – O Caçador de Andróides

Posteriormente, não existe um anime de Akira, só se sabe que o filme em anime foi criado através dos fatos acontecidos no MANGÁ. AKIRA (o filme) foi produzido entre em meados de 1987, sendo um filme audacioso; longa metragem de 124 minutos tendo como principal mídia o cinema.

Akira gira em torno da idéia básica de indivíduos com poderes sobre-humanos, em particular as capacidades psicocinéticas, mas grande parte da história não se concentra apenas nestas capacidades, mas, sobretudo nas pessoas envolvidas, problemas sociais e políticos. O comentário social não é particularmente profundo ou filosófico, mas, sobretudo um olhar crítico sobre a alienação da juventude, a ineficiência e corrupção do governo, e um sistema militarizado, desagradado com os compromissos da sociedade moderna.

Como não poderia ser mais comum, o filme foi baseado no mangá homônimo. O lançamento no Japão aconteceu no dia 16 de Julho de 1988, exatamente o mesmo em que Tókio é destruída no filme. Akira foi um divisor de águas. Depois dele, as produções japonesas ganharam uma visibilidade e notoriedade nunca antes vista.

Com o sucesso de Akira, produtores de Hollywood estão em processo de trazer uma versão em live action do filme, só que dessa vez será com atores de verdade, que será uma versão americana para o clássico do anime. A cidade de Neo Tokio seria substituída por New Manhattan na versão do cinema, que seria equivalente a cidade reconstruída no pós apocalipse do anime. Outra possibilidade divulgada é a de que Leonardo di Caprio assuma o papel de Kaneda e Joseph Gordon Levitt ser Tetsuo. Comentem.

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