HQ’s

Diversão é a coisa mais democrática que existe na terra, podemos explicar diversão de várias maneiras; mas prefiro a me ater no momento na arte da leitura; como um jovem lendo um livro de difícil digestão, ou como um adulto lendo um quadrinho, tido por muitos, como leitura apenas de adolescentes, pois bem. Com o passar do tempo e dos anos eu fui desenvolvendo um gosto por assuntos que permeiam a cultura pop em geral, e um desses temas tem a ver com os quadrinhos, não sobre os convencionais, mas aqueles que se convencionou chamar de “Quadrinhos Adultos”. Os quais passaram por uma fase estupenda quando começaram a aparecer os grandes nomes da literatura de quadrinhos (e por que não se chamar assim) são eles Neil Gaiman, Alan Moore, Frank Miller, Garth Ennis, Mark Millar, Katsuhiro Otomo (este último tem varias obras mas a mais conhecida do grande público Akira) entre outros os quais não me recordo.

Quando falo sobre quadrinho adulto me refiro aos temas abordados em tais revistas, temas como violência urbana, assassinatos, religião, sexo entre outros, dentre tais obras algumas me chamam a atenção pelo suas histórias, como elas são contadas e o desenvolvimento de personagens, lembrando muito a maneira escrita de livros.

Watchmen

Watchmen

Considerada a obra máxima dos quadrinhos Watchmen do grande escritor Alan Moore expõe ao leitor uma galeria bizarra e demasiado humana de combatentes do crime, em sua maioria detentores de distúrbios mentais e sexuais, solitários, confusos e aterrorizados quanto à impotência de suas ações frente ao iminente holocausto nuclear. Moore caracteriza seus personagens de forma tão realista e implacável que é praticamente impossível, após a conclusão da série, levar o conceito de “super-herói” novamente a sério. O mais interessante disso tudo é a abordagem que é feita dos mesmos, sendo eles humanos passiveis de falhas até então nunca citado nas revistas convencionais, se tornando uma obra prima, na década de 80 e referencia para todas as histórias de heróis que viriam a seguir.

 

 

Preacher

Preacher

No embalo dessa onda uma história também nada convencional; Preacher de Garth Ennis conta a história de Jesse Custer, um ex-pastor que foi possuído por uma entidade sobrenatural que lhe confere o poder de fazer com que qualquer pessoa o obedeça. Essa entidade (chamada Gênesis) é fugitiva do Paraíso e os anjos a procuram para prendê-la novamente. Quando descobrem que ela e Jesse Custer se tornaram um só, a objetivo passa a ser matá-lo. Para isso ressuscitam um matador do século XIX, o Santo dos Assassinos e enviam em seu encalço, depois descobrimos que a tal entidade é na verdade a concepção da união entre um anjo e um demônio, a revista causou um enorme furor na igreja católica a retratar temas que nunca se imaginava serem falados pelas pessoas.

Akira

Akira

Sem me alongar muito com outros quadrinhos, vou comentar sobre outra obra que considero outro marco na literatura de quadrinhos, em especial porque foi o responsável em introduzi os “Mangás” no mundo ocidental. seu nome Akira de Katsuhiro Otomo. Obra que virou Cult com o passar dos anos pelo estilo futurista apresentado na revista que por conseqüência acabou se tornado longa de animação. Akira, gira em torno da idéia básica de indivíduos com poderes sobre-humanos, em particular as capacidades psicocinéticas; mas grande parte da história não se concentra apenas nestas capacidades, mas sobretudo nas pessoas envolvidas, problemas sociais e políticos. O comentário social não é particularmente profundo ou filosófico, mas sobretudo um olhar crítico sobre a alienação da juventude, a ineficiência e corrupção do governo, e um sistema militarizado, desagradado com os compromissos da sociedade moderna.

Com o tempo tecerei uns comentários mais completos sobre tais obras. Claro que citei outros autores tão bons como os já citados anteriormente, os quais vou escrever sobre suas obras com o passar do tempo, pois estas estavam mais frescas na cabeça…

 

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~ por Zach em fevereiro 23, 2009.

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